Vamos aproveitar a idéia
Este bafafá que anda tendo devido à votação que teremos este mês sobre o desarmamento, ou não, é um dos maiores jogos de marketing que já vi do governo. Tirando, é claro, aquele plebiscito a muito tempo atrás sobre Monarquia, Presidencialismo ou o que mesmo?!? Só lembro que eram três opções. Eu era muito novo pra votar naquela época.
Aproveitando a deixa, deveríamos aproveitar a idéia e mudar algumas coisas no Brasil, em nosso sistema político e governamental.
1º) Vamos começar a votar a aprovação das leis. Ou seja, a cada 15 dias aproximadamente, teremos a escolha de poder ir votar ou não em determinado decreto, lei, aprovação de um novo projeto do governo, ou seja lá mais o que for. Principalmente, incluiremos nisso, o valor dos salários de nossos honestíssimos deputados, senadores, governadores, ministros e tudo mais.
2º) Devido a isso, mandaremos embora cerca de 60% dos deputados que hoje existem. Pois o serviço que eles não fazem hoje, será de nossa responsabilidade, estando eles lá, após as mudanças, mais para efeito ilustrativo.
3º) Decidiremos, também nestas votações quinzenais, quem deverá ser o ministro da economia, o ministro da educação, o ministro do trabalho, enfim, decidiremos os grandes cargos do governo, a equipe de apoio ao presidente. Escolheremos também quanto cada um poderá gastar e quantos funcionários poderão ter.
4º) Iremos estar a par de todos os custos e gastos do governo, desde o cafezinho e o papel higiênico utilizado, até a verbas para vitimas de enchentes em alguma cidade pobre. Com isso poderemos detectar com mais facilidades os custos superfaturados, os desvios de dinheiro, e onde nossos salários, “doados” em forma de impostos, vão parar.
5º) Tais votações poderiam ser nacionais, estaduais, municipais, dependendo de um cronograma pré-estabelecido (através de uma destas votações, é claro) ou conforme necessidade e urgência.
6º) Criaríamos um canal aberto especifico para a propaganda política, partidária e de opiniões sobre os assuntos em pauta. Também, este canal, teria programas informativos e de conscientização, que deveriam ser apresentados por diferentes ONGs, a fim de não ter o risco de influenciar os votantes.
É claro, esta votação não seria obrigatória, votaríamos naqueles assuntos que nos são pertinentes ou apenas de nosso interesse. E deveria ter algumas restrições, como por exemplo: funcionários do governo acima de X posição não poderiam votar, analfabetos, e analfabetos funcionais também não votariam.
Já que, em questões de horas sabemos o resultado de qualquer eleição devido a nossa magnífica urna eletrônica (que até hoje não acredito nela), não seria tão incomodo realizar tal votação a cada 15 dias. E, ao invés de pegarem voluntários (voluntários estes que são intimados a trabalhar), contrataremos funcionários para trabalharem nas seções, com o dinheiro economizado do salário e gastos dos deputados “demitidos”.





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